Menu fechado

Bibliografia complementar

The Milgram experiment

Certa vez, durante as minhas pesquisas sobre o sistema penal-penitenciário, tive como objeto de estudo a psicopatia e sociopatia, como formas patológicas que impediam o indivíduo de ser recondicionado para voltar à sociedade. Muito embora o tema da indicação deste post não esteja diretamente relacionado ao assunto, foi exatamente a partir deste tema que tive contato pela primeira vez com o chamado “Experimento de Milgram” (the Milgram experiment),  destinado a estudar a reação de indivíduos à figura da autoridade.

Tratou-se de uma série de testes relacionados à psicologia social, conduzidos pela Yale University, sob o comando de Stanley Milgram. A intenção dele era verificar até que ponto o sujeito de estudo estaria disposto a seguir os comandos da figura autoritária do experimento que o instruía a continuar procedendo de maneira contrária à sua própria consciência. O pretexto utilizado pela experiência seria a verificação da eficácia do aprendizado por meio da punição. O professor estaria avaliando o aluno e, a cada resposta errada, passaria a puni-lo com um choque.

200px-Milgram_Experiment_v2Assim, três pessoas estariam envolvidas no experimento: a pessoa responsável por conduzir o experimento, chamado de “avaliador” (E), o sujeito que estaria de fato sendo testado, que era um voluntário, assumindo o papel de professor (T), e um”falso” voluntário, que era na verdade parte um confederado, no papel de aluno (L).

O avaliador apresentava aos dois voluntários as instruções do teste, que seria, então, verificar a eficácia de métodos de estudo e aprendizagem. Um deles seria o professor e o outro o aluno, sendo os papéis escolhidos por meio de “sorteio”. Eles seriam colocados em salas distintas, em que o aluno ficaria conectado a alguns eletrodos, capazes de conduzir eletricidade em voltagens predeterminadas. Na primeira fase, o professor ditaria alguns pares de palavras para que o aluno memorizasse. Em seguida, passaria a ler somente  primeira palavra, dando quatro outras opções de palavras para verificar o aprendizado do aluno. Cada vez que o aluno acertasse, o professor seguiria em frente. Caso o aluno errasse, o professor deveria apertar um botão que lhe daria um choque. Cada vez que o aluno errasse, a voltagem do choque aumentaria.

Antes de iniciar o teste, o falso voluntário, no papel de aluno, informaria uma condição cardíaca que teria sido previamente diagnosticada, sendo que, neste momento, o avaliador responderia que os choques, apesar de dolorosos, não ofereceriam quaisquer riscos.

Iniciado o teste, a partir de certo momento, com o aumento da voltagem dos choques, o “aluno” começaria a gritar de dor. Diria que não estaria aguentando e que estava sentindo algo em seu coração. A intenção seria verificar até que ponto o “professor” prosseguiria com os choques, apesar de ouvir o suplício do outro e saber de sua condição cardíaca.

Os impressionantes resultados foram que a grande maioria prosseguiu com os choques até a voltagem mais alta pelo simples fato de haver uma figura representando autoridade que dava as ordens para que o procedimento fosse levado adiante.

Esse experimento é de fundamental importância para a análise do direito penal, sobretudo a excludente de ilicitude “estrito cumprimento do dever legal”, descrito no art. 23 do Código Penal Brasileiro.

 

Mais informações disponíveis em www.stanleymilgram.com

Vale a pena conferir!

 

 

 

         




Análise dos riscos à saúde e à segurança prisional – X SIBESA dos aparelhos sanitários instalados em prisões masculinas

Continuando com o tema de engenharia sanitária e análise de riscos à saúde e à segurança prisional, segue mais um trabalho de Emerson Bruno de Oliveira Gomes, juntamente com José Almir Rodrigues Pereira e José Maria Coelho Bassalo para o X Simpósio Ítalo-Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental, ocorrida em 2010.

Nesse trabalho se busca realizar uma avaliação de desempenho entre os sanitários comumente instalados em estabelecimentos penais, apontando-se quais oferecem as melhores condições de proteção à saúde e à segurança, e quais podem ser considerados inadequados para uso no ambiente carcerário. Utilizou-se como estudo de caso o sistema penitenciário do Estado do Pará.

PALAVRAS-CHAVE:  Estabelecimentos Penais, Aparelhos Sanitários, Segurança

Confira os resultados, clicando aqui para fazer o download. VII-26 Texto X Simpósio -V04 _2_ APRESENTA‚ÌO_SIBESA_2010 c

 

 

Sobre os autores:

EMERSON BRUNO DE OLIVEIRA GOMES

Arquiteto e Urbanista pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Mestre em Engenharia Civil pela mesma universidade. Especialista em Gerenciamento e Gestão da Qualidade na Indústria da Construção Civil.

JOSÉ ALMIR RODRIGUES PEREIRA

Engenheiro Sanitarista pela Universidade Federal do Pará. Doutorado em Engenharia Hidráulica e Saneamento pela Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (EESC/USP).

JOSÉ MARIA COELHO BASSALO

Arquiteto e Urbanista pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Mestre em Engenharia

 

 

 

 

 

 

 

Shop Amazon – All – New Kindle Paperwhite




Projeto de bacia sanitária para carceragens masculinas visando à interrupção do ciclo epidemiológico e à diminuição dos riscos à segurança penitenciária – Dissertação de Mestrado – Emerson Bruno de Oliveira Gomes

 

Quando se fala em arquitetura prisional, geralmente a primeira imagem que se vem em mente é relacionado à segurança, prevenção à fuga. Eventualmente algo que possibilite a ressocialização, foco no conforto ambiental, sustentabilidade. Porém, considerando a amplitude do tema relacionado à arquitetura prisional, não se pode deixar de lado assuntos de extrema importância como o saneamento ambiental e as condições de saúde relacionados às instalações sanitárias dos estabelecimentos penais. Por esta razão, este trabalho ora publicado passa a ser um marco sobre o assunto.

Trata-se de dissertação de mestrado de Emerson Bruno de Oliveira Gomes, cujo título é “Projeto de bacia sanitária para carceragens masculinas visando à interrupção do ciclo epidemiológico e à diminuição dos riscos à segurança pública”.

A abordagem é mais voltada à problemática do saneamento ambiental dentro do sistema penal, sendo que o foco está na tentativa de redução de doenças e melhoria da segurança através das instalações sanitárias das celas, então, parte disso passa pela arquitetura por conta da localização e do formato dos espaços destinados aos sanitários e à manutenção.

 

Clique aqui para fazer o download do arquivo >  Diss – Bruno.pdf

 

 

Sobre o autor:

EMERSON BRUNO DE OLIVEIRA GOMES

servletrecuperafoto.gif

Graduado em Arquitetura e Urbanismo pela UFPa (2004), especialista em Gerenciamento e Gestão da Qualidade na Indústria da Construção Civil (2006) e Mestre em Engenharia Civil (2009) pela mesma universidade. Atuou como chefe de projetos urbanos e arquitetônicos na Prefeitura Municipal de Ananindeua (2005), foi gerente de engenharia na Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado do Pará (2007) e Colaborador Técnico cedido ao Ministério da Justiça (2009). Atualmente é gerente de projetos de engenharia e arquitetura na empresa M2p Arquitetura e Engenharia Ltda. e professor adjunto na Universidade da Amazônia.

 

Clique aqui para vizualizar currículo lattes

 

 

 

 

Join Amazon Prime – Watch Over 40,000 Movies




Diretrizes para projetos arquitetônicos de estabelecimentos penais

Embora não haja uma legislação coerentemente organizada para que se crie parâmetros consistentes para a elaboração de projetos arquitetônicos para a construção, ampliação e reforma de estabelecimentos penais no Brasil, o Ministério da Justiça, por meio do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária – o CNPCP, editou a Resolução n. 09/2011. Tal normativo, intitulado “Diretrizes Básicas para arquitetura penal”, estabelece programas de necessidades e outros aspectos importantes para o desenvolvimento de projetos de estabelecimentos penais.

 

Clique aqui para baixar: RESOLUCAO REVISADA PARA PUBLICAÇÃO-Atualizada

 

 

Confira a evolução das orientações/diretrizes desde a promulgação da Lei de Execução Penal:

Orientações para Elaboração de Projetos para a Construção de Estabelecimentos Penais  MJ

Resolução 16/1994 CNPCP

Resolução 03/2005 CNPCP