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Bibliografia complementar

The Stanford Prison Experiment – O filme


Para aqueles que tem interesse no sistema prisional e, ao mesmo tempo, são aficcionados pelo mundo do cinema, chegou o momento de combinar as duas paixões de forma perfeita: The Stanford Prison Experiment, O filme chegou às telonas em 2015. O experimento de psicologia social conduzido por Zimbardo nos anos 70, em que vinte e quatro estudantes foram selecionados aleatoriamente dentre setenta e cinco voluntários e designados como guardas e prisioneiros em uma prisão simulada, montada no subsolo do prédio de psicologia da faculdade de Stanford.

The Stanford Prison Experiment (2015) Poster

 

Um filme fascinante, baseado em fatos reais, que demonstra como circunstâncias são capazes de transformar pessoas comuns em monstros e que o limite entre o bem e o mal é mais frágil do que se imagina. Imperdível!

 

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Construções Prisionais: uma meta-análise do sistema penal-penitenciário


Finalmente, após alguns meses decorridos da defesa de minha tese de doutorado, tenho o imenso prazer em disponibilizá-la para download.

O título da tese é “Construções Prisionais: uma meta-análise do sistema penal-penitenciário”, referindo-se aos constructos sociais criados em torno do que se imagina por prisão, realizando um cruzamento de informações, de modo a desmistificar questões comumente tomadas como verdades.

 

RESUMO

Resumo. O presente trabalho parte do pressuposto de que o sistema que envolve  questões relacionadas ao crime, entendido como infração às normas penais, às sanções, castigo aplicado aos infratores, e às respectivas intenções recuperativas supostamente intrínsecas às penas, o qual será denominado penal-penitenciário, é visto sob perspectivas diversas. Tal fato faz com que realidades distintas coexistam, fazendo da prisão simultaneamente céu, purgatório e inferno, causando uma certa esquizofrenia ao sistema, que é carregado de mitos. Assim, o entendimento de que cada uma dessas realidades é resultado de uma construção psicológica e social será base para a sua desmistificação. Serão analisados, portanto, o mito religioso, a partir da criação do mundo, do mandamento divino, do pecado e de suas consequências, segundo as concepções do Deus-judaico e do Deus-cristão; o mito contratualista, que prega o contrato social como momento fictício da formação da sociedade civil, com o abandono do estado de natureza e consequente instituição de leis para impor direitos e deveres com o intuito de manter a ordem; e, por fim, o mito jurídico, que sustenta o ideal de que a justiça é justa, seja ela como for. Tal reflexão critica e abrangente será no intuito de compreender as estruturas fundantes da própria sociedade, no intuito de conhecer a origem, evolução e atual conjuntura da arquitetura prisional.

 

Palavras-chaves: 1. Sistema penal-penitenciário 2. Pena, Punição e Castigo 3. Recuperação e reabilitação social 4. Mitos 5. Desmistificação 6. Desconstrução 7. Religião 8. Contratualismo 9. Leis 10. Justiça 11. Psicologia Social

 

 

Centro de Recuperação Social no Método APAC – Arq. Ari Tomaz

 

O projeto foi desenvolvido de acordo com as Diretrizes Básicas para arquitetura penal (Ministério da Justiça, 2011), com as necessidades para o desenvolvimento do método APAC e com NBR 9050 – Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos.

No desenvolvimento de um projeto para um estabelecimento penal, é imprescindível que o arquiteto idealize a obra com base nas práticas socioculturais que se realizarão no espaço e considere as necessidades do usuário na sua composição. Entretanto, nesse tipo de projeto não se costuma adotar essa metodologia, haja vista as necessidades dos presos não serem consideradas para a formulação de um programa de necessidades, pois não são considerados clientes. A definição do programa de necessidades é imposta pelo Estado, o qual emprega a vingança social. (FOUCALT, 1987; GOFFMAN, 1961; CORDEIRO, 2011).

A inspiração foi a elaboração de um projeto arquitetônico diferenciado, baseado método APAC, sigla que significa Associação de Proteção e Assistência aos Condenados. Diferentemente do sistema penitenciário comum, o método se mostra eficiente para a redução dos índices de reincidência e da criminalidade, uma vez que promove a humanização nas prisões e visa, principalmente, à recuperação dos condenados à sociedade.

O método foi desenvolvido por Mário Ottoboni, em 1972 em São José dos Campos em São Paulo e hoje está presente principalmente no Estado de Minas Gerais com cerca de cem unidades e em diversos países, como: Alemanha, Bulgária, Cingapura, Chile, Costa Rica, Equador, Eslováquia, Estados Unidos, Inglaterra, México, Noruega.

 

O projeto possui edificações para atender os três regimes previstos na Lei de Execução Penal: Regime Fechado, Regime Semi-Aberto e Regimo Aberto, tornando a CRS um complexo penal.

implantação

 

 

 

 

 

 

 

O regime fechado foi desenvolvido para abrigar 200 pessoas, o semi-aberto para compor 114 vagas e o aberto, 30.

 

REGIME ABERTO

regime aberto

 

 

 

 

 

 

REGIME SEMI-ABERTO

Área de Regime Semi-aberto:

regimesemiaberto

 

 

 

 

Horta, Área de Convivência e Galpão de Oficinas – Regime Semi-aberto:

horta-semiaberto

 

 

 

 

 

REGIME FECHADO

regimefechado

 

 

 

 

Galpão de Oficinas e Área de Convivência – Regime Fechado:

oficinas-fechado

 

 

 

 

Cela do Regime Fechado:

cela-fechado

 

 

 

 

 

 

 

 

NOTA:  Trata-se de um anteprojeto de Centro de Recuperação Social no Método APAC (Associação de Proteção e Assistência ao Condenado), desenvolvido como Trabalho Final de Graduação para o Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade da Amazônia, por Ari Tomaz da Silva Filho, em 2009, sob orientação de Mariano de Jesus Farias Conceição.

Todos os direitos reservados.

 

Clique aqui para fazer o download da apresentação do Anteprojeto: CRS APAC

 

The Stanford Prison experiment

Stanford Prison Experimento, by Philip Zimbardo

Unknownstanfordprisonexperiment

 

 

Um estudo fascinante e de suma importância para os amantes do tema prisão é o Experimento Prisão de Stanford, ou Stanford Prison Experiment. Conduzido por Philip Zimbardo, na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, em 1971, tinha por intenção verificar quais os efeitos psicológicos de se tornar um detento ou um guarda em uma prisão.

Vinte e quatro homens, estudantes universitários, foram selecionados dentre setenta e cinco voluntários e aleatoriamente designados como detento ou guardas em uma prisão simulada, situada no porão do departamento de psicologia de Stanford. Os participantes se adaptaram aos seus papéis muito além do que poderia ser imaginado ou esperado pelo próprio autor do experimento, sendo que as medidas autoritárias tomadas pelos guardas de fato sujeitaram os detentos a verdadeiras torturas psicológicas.

A hipótese a ser testada era de que forma a personalidade de  pessoas comuns poderiam ser afetadas pela situação de tornar-se detento ou guarda de uma prisão. Os voluntários foram previamente analisados e os vinte e quatro escolhidos foram aqueles avaliados como os mais saudáveis e psicologicamente estáveis. A maioria era formada de brancos de classe média alta, o que foi propositadamente condicionado de modo a excluir aqueles com antecedentes criminais, problemas psicológicos ou médicos prévios. Todos aceitaram participar da experiência pelo período de 14 dias e receber $15 por dia (equivalente a $85 em 2012).

Aqueles designados para ser guardas foram instruídos previamente, de modo que não poderiam causar qualquer mal físico aos detentos. Porém, poderiam criar desconforto psicológico, noção de arbitrariedade, sensação de tédio, medo até certo ponto, de que a vida deles era totalmente controlada pelo sistema, de que não havia privacidade.

Assim, aqueles que foram designados para ser detentos foram, de fato, recolhidos de suas casas pela polícia, na frente de toda a vizinhança, que desconhecia à época do experimento, levados à delegacia, passados por todo o procedimento comum para a pessoa presa.

Apesar de o experimento ter sido idealizado para durar 2 semanas,  foi abortado em apenas 6 dias, devido aos verdadeiros abusos psicológicos sofridos pelos participantes do projeto. Muitas das cenas foram filmadas e registradas e resultaram em um fantástico documentário, como pode ser visto no vídeo a seguir.

É possível ver como a situação é construída ao longo do tempo, sendo que, no primeiro dia, muitos ainda levavam o experimento como uma brincadeira. À medida que o tempo foi passando, todos se tornaram reféns de uma realidade criada. Vale a pena conferir!

 

 

 

 
Website sobre o experimento e seus resultados, pelo próprio autor, em inglês, clique aqui.

Mais detalhes em português, clique aqui.